Receber um cachorrinho em casa
Antes da chegada a casa, há artigos a comprar e precauções a tomar. Certifique- se de que não fica nada ao alcance do seu novo hóspede que ele possa danificar irremediavelmente ou, ainda mais importante, que o possa colocar em perigo. Não se esqueça de lhe comprar uma cama confortável, comedouro, bebedouro, ração seca adequada e também alguns brinquedos próprios para animais jovens. Pelo facto de ser um novo hóspede, não pode cair na tentação de estar sempre a mimá-lo. É necessário conceder-lhe algum tempo para se habituar ao novo espaço e sobretudo aos novos "companheiros de matilha".
Para facilitar ao nosso hóspede a transição para o "novo mundo", tente no início aproximar-se das particularidades do local onde o foi buscar. Preferencialmente, traga do canil a manta sobre a qual ele dormia e que ainda preserva o seu cheiro característico.
Este recurso ajudá-lo-á bastante a encontrar uma cama com odor familiar.
No caso de se tratar de um cachorro, outro aspecto que também poderá favorecer este "sentir-se em casa" é encher um saco de água quente com água morna, tendo o cuidado de o fechar bem e, posteriormente, envolvê-lo num pano. O saco deve ceder ligeiramente quando o cachorro se encostar. Se nada disto for possível, não desespere... com paciência e carinho tudo se resolve.
Arranje-lhe alguns brinquedos. É importante que o novo hóspede esteja habituado a divertir-se sozinho com brinquedos apropriados para que não se sinta abandonado durante a noite ou quando os donos tiverem de se ausentar durante a dia.
Adoptar um animal de estimação é um compromisso que deve ser feito com toda a responsabilidade e consciência.
Dessa forma, propomo-nos dar-lhe a conhecer um pouco mais sobre o seu cão, como cuidados a ter e informação médica.
Depois de decidir se quer um cão de raça pura, cruzada ou de raça indeterminada, terá de decidir se quer um cão ou uma cadela.
Se optar por uma cadela deve ter em conta que o seu cérebro é "neutro" à nascença e torna-se "feminilizado" na puberdade. As hormonas necessárias segregadas nesta fase da vida do animal aumentam-lhe a faceta possessiva, alteram-lhe o humor e as papilas gustativas e acentuam-lhe a necessidade de procurar uma toca. Temos ainda de considerar que, na época fértil (o cio), em que estão prontas para procriar, produzem um odor que atrai as cães, o que pode tornar a sua vida ligeiramente complicada.
Se pensa optar por um cão deve saber que o seu cérebro é "masculinizado" pela secreção de hormonas apropriadas ainda antes de nascer.
É por esta razão que, mesmo impúberes, os cães tendem a ser maiores e a ter um comportamento classicamente masculino: são territoriais e dominantes.
Na puberdade. e mesmo mais tarde, o comportamento dos machos pode revelar-se exacerbado
O momento ideal será sempre a fase de cachorro, em que poderá desde o princípio treiná-lo a seu gosto. Se optar por um cachorro, a idade ideal para o obter situa-se por volta das 10 semanas (a idade mínima legal é de 8 semanas).
O microchip é um dispositivo electrónico que é colocado através de uma injecção subcutânea no lado esquerdo do pescoço do animal. A cada dispositivo corresponde um código que é lido por um leitor especial. Ao código estão associados os dados do animal, bem como os dados correspondentes ao seu proprietário. Estas informações encontram-se reunidas em duas bases de dados nacionais: o S.I.R.A. (Sistema de Identificação e Registo Animal) e o
SICAFE (Sistema de Identificação de Canídeos e Felinos). Fica assim estabelecida uma relação inequívoca entre o dono e o animal, de forma a prevenir o abandono de animais, bem como a sua recuperação em caso de roubo ou desaparecimento.
Em Julho de 2008 passou a ser obrigatório para todos os cães nascidos depois dessa data, sendo que anteriormente só era obrigatório para os cães de caça, cães para fins lucrativos e cães de raça potencialmente perigosa (Cão de Fila Brasileiro, Dogue Argentino, Pitbull Terrier, Rottweiler, Staffordshire Terrier Americano, Staffordshire Bull Terrier, Tosa Inu).
Só podem ser proprietários de animais perigosos ou potencialmente perigosos maiores de idade com licença emitida pela Junta de Freguesia.
Além dos documentos normais, o proprietário deve ter o certificado do registo criminal, o termo de responsabilidade relativo ao animal e a apólice de seguro adequada.
Deve ter o cuidado de se informar sabre a ração que o seu animal estava a comer e mantê-la até à consulta com o seu médico veterinário, que deve ser o mais cedo possível.
O médico veterinário informá-lo-á sobre a melhor ração para a raça em questão e para a respectiva idade. Nunca substitua a ração de forma brusca, pois poderá provocar sérios distúrbios gastrointestinais ao seu novo amigo. Até aos 6 meses de idade devem ser fornecidas três refeições por dia, a partir dos 6 meses o número de refeições deve diminuir para duas até ao final do período de crescimento. Na idade adulta o animal poderá fazer uma única refeição diária, apesar de serem sempre preferíveis duas. O seu cão tem alimentação específica. Não o habitue mal nem o prejudique. Não lhe dê comida caseira ou guloseimas.
Tenha sempre água à disposição. Os cães devem ser habituados a comer depois dos donos e sozinhos. Deste modo, estabelece-se a correcta hierarquia como acontece na "matilha".
O líder (o dono ... ) sempre em primeiro lugar.
Nemátodos
Frequentemente provocam no hospedeiro pequenas alterações como atraso no crescimento, debilidade ou anemia. Noutros casos, produzem quadros muito mais graves com grande prostração, diarreia, vómitos, desidratação, anorexia, lesões da pele e do pêlo. Nos casos extremos, podem inclusive provocar a morte do hospedeiro. Em casos menos frequentes, podem afectar o sistema respiratório e podem ser causa de fadiga, dificuldade respiratória, intolerância ao exercício físico normal e expectoração frequente. A maioria das lesões provocadas por estes parasitas deve-se às formas larvares, quando ocorrem as migrações no organismo (para o fígado, pulmões, coração, rins e intestino) dos hospedeiros. Alguns destes parasitas podem afectar o Homem (zoonoses).
Céstodos
Neste grupo encontramos as ténias, sendo a mais comum no cão a DipyLidium caninum, que é transmitida por ingestão de pulgas. As ténias, regra geral, não
causam grandes distúrbios nos cães. Quanto muito pode-se observar: indisposição, diarreias e perda de condição corporal.
A necessidade de tratamento contra as ténias surge devido à sua importância em saúde pública, como é o caso do quisto hidático (forma larvar da ténia Echinococcus granulosus).
Protozoários
Talvez menos conhecidos por não serem visíveis a olho nu, são responsáveis por quadros gastrointestinais (diarreias) em quase todos as cães, em particular nos jovens, e principalmente nos criados em canis sobrelotados e com condições de higiene precárias.
Pulgas
A principal espécie de pulga que parasita o cão é a pulga do gato (CtenocephaLides feLis). Desde que tenham boas condições de humidade e temperatura, as pulgas desenvolvem-se e proliferam rapidamente, nascendo de ovos depositados sobre a pele do cão. Por cada 10 pulgas adultas que vemos no nosso amigo, há cerca de 90 formas larvares no seu meio ambiente e muitos mais ovos que não conseguimos ver. As pulgas produzem lesões directas na pele do animal afectado, nomeadamente reacções alérgicas (D.A.P.P = dermatite alérgica por picada de pulga) ou podem abrir caminho a outras infecções cutâneas por bactérias oportunistas que, em alguns casos, requerem tratamento específico e prolongado.
Para além disso, podem transmitir a ténia DipyLidium caninum, um parasita interno.
São frequentemente encontradas nas zonas mais cobertas por pêlo e nas zonas de pele sobre as quais não incide directamente a luz.
Carraças
São frequentemente encontradas em torno dos olhos, na base das orelhas, entre as dedos e nas pregas de pele do abdómen, ânus e zona perineal.
É mais provável que o seu amigo se contamine em zonas com vegetação, arbustos ou qualquer planta onde as carraças (adultas, ninfas ou larvas) esperam até poderem saltar para os hospedeiros que passam e aos quais se vão fixar.
As carraças produzem lesões na pele, quer por irritação local, quer permitindo a entrada a bactérias oportunistas que podem originar piodermatites ou lesões auto-infligidas quando o animal se tenta ver livre delas. O consumo de sangue por parte das carraças pode originar quadros de anemia grave, debilidade, mau estado geral e lesões dérmicas, sobretudo se os hospedeiros são jovens. As carraças podem ainda funcionar como vectores para parasitas sanguíneos, muitos dos quais podem infectar também humanos - "Febre da Carraça" (por exemplo: Babesia, EhrLichia e Borrelia). Algumas carraças ao alimentarem-se libertam toxinas para o sangue, o que pode originar quadros de paralisia e diversos sintomas a nível do sistema nervoso.
Mosquitos e Flebótomos
Só são visíveis durante o periodo de alimentação. Têm uma importância moderada no que diz respeito às lesões e à irritação cutânea que podem provocar com a sua picada. Em alguns casos é possível que ocorra uma reacção alérgica, mas o mais frequente é o animal tolerar bem a picada.
O principal problema destes insectos é o facto de actuarem como vectores de doenças infecciosas transmissíveis. Quando estes insectos picam, para além de extraírem uma pequena porção de sangue, podem inocular no hospedeiro agentes infecciosos ou parasitários que extraíram de outro hospedeiro doente/parasitado. Por norma, cada espécie de mosquito e flebótomo transmite uma infecção diferente. As mais frequentes no nosso pais são a Leishmaniose e a Dirofilariose. Aconselhe-se com o seu médico veterinário para elaborar um plano de prevenção e controlo adequado.
Moscas
Existem algumas espécies que picam
os bordos das orelhas dos cães, podendo originar infecções e provocar feridas.
Ácaros
São os responsáveis pelo aparecimento das sarnas. Existem diversos tipos de sarna. Os animais de companhia podem ser afectados por três tipos de sarna,
cada uma causada par um ácaro diferente (Otodectes, Sarcoptes e Demodex) e que se distinguem entre si pelas lesões provocadas e pela localização.
Na figura ao lado ver exemplo de lesões provocadas por sarna sarcóptica.
Vacinação
O objectivo da vacinação é a prevenção de doenças infecciosas comuns e potencialmente graves. A vacinação consiste na inoculação de um agente patogénico (antigénio), morto ou modificado, de modo a que não cause doença, para que o animal produza defesas (anticorpos) contra esse agente. Assim, ficará com mais hipóteses de combatê-la, se eventualmente for infectado. Hoje em dia usam-se normalmente vacinas polivalentes que protegem contra mais do que um agente em simultâneo.
O tipo de vacinas administrado a cada animal depende do maior ou menor grau de risco de contágio face a uma determinada doença, da sua idade e do número de vacinas que já fez no passado. Habitualmente, vacinam-se os cachorros com 6 semanas contra a Parvovirose e a Esgana.
As revacinações destas duas doenças são muito importantes para que se obtenha uma imunidade duradoura. Normalmente, considera-se que um cachorro não está completamente protegido contra estas doenças sem ter pelo menos 3 vacinações. Nestas revacinações, que se realizam com um intervalo de 4 a 5 semanas, utilizam-se vacinas que protegem também contra outras doenças menos conhecidas, mas também letais, como a Leptospirose, a Hepatite Vírica, a Tosse de Canil e a Raiva (obrigatória por lei).
Não se devem vacinar animais doentes, debilitados ou parasitados, uma vez que o seu sistema imunitário pode não estar completamente operacional levando a uma resposta ineficiente à vacina. Deve ser sempre realizado um exame clínico por um médico veterinário antes de cada vacinação. Tenha em atenção que as vacinações efectuadas enquanto o animal é jovem não dão resistência às doenças para toda a vida. 0 seu companheiro vai necessitar de vacinações regulares com vacinas que tenham as valências das doenças infecto-contagiosas mais prováveis na sua área de residência.
É também importante saber que por vezes há reacções vacinais tal como nos humanos, embora tais situações ocorram muito raramente e sejam, regra geral, passageiras. Podem surgir logo após a vacinação ou alguns dias depois, sob a forma de: tonturas, tristeza, febre, falta de apetite, vómitos, diarreia ou apenas uma pequena dor no local da inoculação. Se tal acontecer, contacte o seu médico veterinário para se aconselhar. Não se esqueça que as vacinas aplicadas ao seu companheiro destinam-se a evitar doenças muito comuns e algumas com mortalidade elevada.
Desparasitação
A desparasitação é uma medida profiláctica sanitária muito importante, que consiste na eliminação dos parasitas do organismo do hospedeiro. A desparasitação pode ser interna (endoparasitas - parasitas intestinais, pulmonares e urinários) ou externa (ectoparasitas - pulgas, carraças, mosquitos, moscas, ácaros e piolhos). Os animais devem estar desparasitados antes da primeira vacinação.
Ao desparasitar o seu animal está não so a dar-lhe uma melhor qualidade de vida, aumentando a resistência à doença em geral, mas está também a evitar um grande número de situações clínicas desagradáveis e a actuar em termos de saúde pública. Alguns dos parasitas intestinais, quer "redondos" (lombrigas), quer "achatados" (ténias), podem afectar os humanos (zoonoses). O contacto directo com animais parasitados, com as zonas onde habitam ou fazem as suas necessidades fisiológicas, ou com objectos com os quais os animais brincam, pode originar o contágio das pessoas. O risco é maior para crianças, pessoas com problemas a nível do sistema imunitário e pessoas de idade avançada.
Os seres humanos podem sofrer as consequências destas parasitoses de maneira semelhante aos animais, apresentando desde dores abdominais, problemas digestivos de pouca gravidade, dermatites, a lesões oculares severas. Outras vezes sofrem de anemia, diarreias e/ou vómitos, lesões nervosas graves e, no caso de algumas ténias, podemos assistir à formação de quistos hidáticos que podem afectar desde o fígado, até os pulmões ou o cérebro.
Para evitar problemas para si e para o seu cão, é conveniente que o desparasite regularmente. Se tiver vários animais em casa é fundamental que faça as desparasitações em simultâneo a todos os animais. Evite zonas onde habitualmente vagueiam animais abandonados. Lembre-se sempre de apanhar os dejectos que o seu amigo faz, seja na via pública, seja no seu jardim.
Em virtude dos parasitas constituírem um risco para a saúde do seu cão e da sua família, recomenda-se a adopção de um esquema de desparasitação adequado (dependendo do risco parasitológico a que os cães estão expostos - estilo de vida). Para tal deve utilizar produtos de largo espectro que eliminem vermes adultos e as suas formas larvares.
Regras gerais de desparasitação
Cães recém-adquiridos: desparasitar imediatamente; repetir passado 2 semanas.
Cachorros: às 2 semanas e de 15 em 15 dias até aos 3 meses; 1 vez por mês até aos 6 meses de idade.
Adultos: tratar regularmente de 3 em 3 meses.
Cadelas lactantes: desparasitar juntamente com a ninhada.
Medicamentos desparasitantes
Há diferentes produtos no mercado para desparasitar os cães interna e externamente:
- Desparasitantes internos: apresentações em comprimidos/pastas para administração oral e pipetas de aplicação tópica.
- Desparasitantes externos: apresentações em comprimidos para administração oral,sprays, pipetas de aplicação tópica e coleiras.
Aconselhe-se sempre com o seu médico veterinário.
Cuidar do seu cão diariamente não só o mantém limpo e saudável, mas também reforça a sua autoridade enquanto dono. Pegar nele, apoiando-lhe a cabeça e abrindo-lhe a boca são gestos dominantes que o ajudarão a aumentar a seu controlo sobre o cão. Antes de tratar da higiene distraia-o com pequenos petiscos, depois recorra a elogios e a carícias.
Para cuidar da higiene do seu cão deve pô-lo num local elevado como, por exemplo, uma mesa. Pegue no animal, passando-lhe um braço em torno do peito e das patas dianteiras e o outro à volta da parte traseira.
Cuidados com o pêlo
Escovagens
Tal como tudo na vida, também o pêlo do seu amigo tem um ciclo: nasce, cresce, morre, cai, renovando-se. É frequente os cães mudarem o pêlo durante todo o ano, com dois períodos principais - Primavera e Outono. Os cães que vivem em casa mudam o pêlo com maior frequência e abundância.
Independentemente da raça e do tipo de pêlo, todos os animais podem e devem ser escovados regularmente. Uma escovagem regular permite arejar a pele e observar eventuais lesões e parasitas externos. Escove o seu cão ao correr do pêlo com gestos firmes. Não se esqueça de nenhuma zona, incluindo cauda e pernas, mas evite zonas sensíveis. Certas raças exigem também a limpeza das pregas de pele. Utilize um toalhete húmido para esse efeito.
Banhos
No que diz respeito ao banho, é importante saber que a pele dos cães não é igual à nossa, como tal só devemos usar um champô apropriado e específico para cães. Tenha sempre o cuidado de secar bem o seu amigo após cada banho. Relativamente à frequência dos banhos e em termos gerais, um cão de pelagem comprida ou semi-comprida deverá tomar banho de 3 em 3 meses, um cão de pelagem curta deverá tomar banho de 6 em 6 meses e os de pêlo raso só o devem fazer quando estiverem sujos. Para dar banho a um cão é fundamental que se sigam alguns passos importantes:
1) Material necessário (escova, banheira, tapete de borracha antiderrapante, champô adequado e toalha).
2) Escove o cão para retirar os pelos mortos.
3) Molhe o cão com água morna.
4) Aplique o champô e massaje suavemente.
5) Enxague abundantemente com água morna.
6) Seque o cão com uma tolha.
7) Finalmente escove-o.
Cuidados com os olhos
Muitos cães acumulam muco no canto dos olhos. Para os limpar, segure-lhe bem na cabeça usando uma compressa húmida para cada olho.
Não se esqueça que o pH dos olhos do cão não é igual ao nosso. Se necessitar de utilizar algum colírio de limpeza, informe-se antes com o seu médico veterinário. Os colírios devem ser aplicados na direcção do ângulo exterior.
Nunca esfregue os olhos do seu amigo com uma compressa a fim de retirar poeira/pó, pois poderá provocar uma lesão grave na córnea.
Cuidados com as orelhas
Existem 3 tipos de orelhas: caídas, semi-erguidas e erectas.
Nas raças de cães com orelhas erectas na idade adulta, essa posição deverá começar por volta dos 5 meses. Contudo, podem ocorrer algumas variações, sendo normal neste periodo vermos um cão com uma orelha erecta e outra dobrada.
Para prevenir a ocorrência de otites, deve inspeccionar regularmente o canal auditivo. Procure manter o canal auditivo limpo, seco e arejado. Para tal, utilize uma solução de limpeza adequada e remova, com o auxílio de uma pinça ou com os dedos, os pêlos em excesso .
Os produtos de limpeza costumam trazer um aplicador que pode introduzir com alguma segurança no canal auditivo, desde que tenha o cuidado de manter a orelha esticada para cima e não faça muita força. Isto é possível porque o canal auditivo do cão tem a forma de um "L". Aplique um pouco de produto e, em seguida, faça uma massagem suave com movimentos circulares na base do pavilhão auricular. Remova o excesso com um algodão para cada ouvido, mas não utilize cotonetes.
Verifique com especial atenção os ouvidos do seu companheiro após cada passeio no período das espigas. As espigas são gramíneas que progridem em sentido único na pelagem e que podem espetar-se na pele ou introduzirem-se no canal auditivo, acabando por se alojar no tímpano.
Cuidados com a dentição
Deve verificar os dentes e as gengivas do seu cão todas as semanas.
Um animal com problemas de saúde oral apresentará mau hálito (halitose), gengivite e não conseguirá alimentar-se convenientemente. Não deixe que o tártaro se instale.
Aposte na prevenção, recorrendo à escovagem dos dentes e a produtos com acção mecânica e/ou enzimática sobre a placa bacteriana. Para além dos problemas directos que podem ocorrer do tártaro dentário,
pode haver consequências indirectas que podem ser bastante sérias.
Um cachorro possui 32 dentes, um cão adulto apresenta 42 dentes.
Todos os dentes são substituídos entre os 3 e os 5 meses.
Os últimos molares nascem entre os 6 e os 7 meses.
As datas de erupção podem variar em função da raça.
Aos 7 meses o cachorro adquire a sua dentição definitiva e diz-se então que tem a dentição completa ou "a boca feita".
Os dentes de leite caem nas mais diversas situações e, como tal, é provável que não se dê conta logo no início. É normal serem engolidos e isso geralmente não traz grandes problemas. Pode ocorrer a permanência de dentes de leite com a dentição definitiva. Se tal acontecer, não se preocupe demasiado porque pode ser normal durante uns tempos. Se a situação persistir ou notar que o animal sente algum incómodo, consulte o seu médico veterinário.
Cuidados com as unhas
Corte as unhas do cão depois do banho, quando estão mais moles, mas tenha cautela para não cortar tecido vivo (área rosada dentro da unha). Se tiver dificuldade, leve-o ao veterinário. Não se esqueça que em algumas raças há unhas que nunca tocam no chão, mas que estas também precisam de ser cortadas, pois podem crescer demasiado e lesionar a pele.
Apesar dos séculos de criação selectiva, o cão ainda pensa como o seu antepassado - o lobo. É um animal de matilha que deseja conhecer o seu lugar no grupo e obedecer às ordens do chefe.
O treino do cão pode revelar-se uma tarefa difícil mas, certamente, gratificante.
Antes de iniciar os treinos, o cão deve sentir-se "em casa" com a sua nova família.
Não force o processo de integração. Antes de avançar para o treino terá de adquirir uma coleira e uma trela.
A educação dos cachorros, tal como nas crianças, deve começar muito cedo. Há uma série de métodos de treino, sendo sempre preferíveis os métodos de reforço positivo. Lembre-se que os cães estão sempre a aprender. Sem a sua intervenção o cão aprenderá, mas não o que pretende que ele aprenda.
Torne o treino simples, breve e divertido para ambos. Deve iniciar com sessões curtas, podendo aumentar gradualmente o tempo de treino.
Os cães entendem melhor comandos simples e curtos (utilizar sempre a mesma palavra). Ensine uma coisa de cada vez. Progrida no treino depois de confirmar que o cão aprendeu correctamente. Assim, a aprendizagem será consolidada e construtiva.
A sua atitude e vivacidade são fundamentais para o treino. Nunca se esqueça que está a treinar um descendente de um lobo e não um humano.
Texto gentilmente cedidos por
Centro Veterinário Dra. Sara Gouveia
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