A nossa sociedade e o ritmo de vida que lhe está associado levam a que a escolha de um
animal de estimação seja ponderada.
Este pensar consciencioso deverá ter em conta quer o papel que o gato virá a ter no seio de cada lar, quer o tempo que o dono passará a ter que partilhar com ele. É dentro deste contexto que se tem verificado que os gatos companheiros, asseados, independentes e afectuosos, são cada vez mais uma escolha de eleição ajustada à nossa realidade.
O seu ar de mistério, autoconfiança e altivez tornam-no atraente e fascinante.
O gato é autêntico, age de acordo com os sentimentos e é sincero nas atitudes, não temendo manifestar o que lhe desagrada.
Combina um forte sentido de independência com uma profunda afeição ao dono. Por ser auto-suficiente não necessita que o levem a passear, pois mantém-se limpo e asseado, aprendendo facilmente a viver dentro das regras da casa.
Existem uma série de livros disponíveis nas livrarias que poderá consultar para obter informação detalhada. Poderá ainda procurar essa informação junto do seu médico veterinário.
Adoptar um animal de estimação é um compromisso que deve ser feito com toda a responsabilidade e consciência.
Dessa forma, propomo-nos dar-lhe a conhecer um pouco mais sobre o seu gato, como cuidados a ter e informação médica
0s gatos, normalmente, são mais independentes, podendo ser até um pouco esquivos.
Quando sentem uma gata em cio têm tendência para marcar território e se tiverem acesso ao exterior, envolvem-se em lutas com outros gatos.
As gatas, por outro lado, são mais calmas e meigas, mas quando estão em cio este comportamento altera-se, ficam mais inquietas, vocalizam muito e roçam-se nas pessoas e objectos.
O ideal será adquirir gatinhos com 8 a 10 semanas de idade, já desmamados e com alimentação sólida. No entanto, o mais importante é que sejam saudáveis.
Observe os gatinhos com os outros da ninhada. Assim, estará não só a observar o seu aspecto físico, mas também o seu temperamento.
Os gatinhos devem ser vivos, espertos e brincalhões. Devem apresentar:
- olhos límpidos e brilhantes, sem secreções, irritações, lacrimejamento,
- orelhas limpas, sem parasitas,
- gengivas saudáveis e rosadas, sem feridas,
- pêlo brilhante, pele sem grânulos e de aspecto normal (sem inchaços ou vermelhidões),
- corpo musculado e firme.
Um gato adulto pode ter outras vantagens, pode não necessitar de treino e pode fazer só uma refeição por dia. Deve ter em conta que um gatinho adapta-se mais facilmente a um novo dono e a uma nova casa. Se optar por ter mais do que um gato, lembre-se que animais mais velhos levam mais tempo para se adaptarem a um gatinho do que um gatinho a eles.
A escolha é sua...e depende do gosto de cada um.
Gatos de pêlo longo exigem mais tempo e cuidados, ao contrário dos de pêlo curto.
Os gatos de raça podem ser caros, mas a sua aparência e personalidade são mais fáceis de prever. O temperamento dos gatos de raça cruzada é mais difícil de prever, mas verá que com paciência todos os obstáculos serão ultrapassados.
Conforme a raça, o seu gatinho terá diferentes necessidades. Opte por aquela que melhor se adapta ao seu estilo de vida. Quando se informar verá que algumas raças são mais propensas a determinadas doenças do que outras. Tem cerca de 70 raças por onde escolher. Deve ter cuidado com os intermediários e procurar um criador idóneo.
Se, no entanto, apenas procura um bom companheiro não ha razão para não adoptar um, que pode facilmente encontrar num gatil. Mesmo nestes locais poderá encontrar animais de raça pura, mas o mais provável é serem de raça cruzada. Se optar pela adopção, certamente terá um companheiro dedicado, pois vai ficar grato pelo lar que lhe proporcionou.
Uma alimentação correcta desde bebé é essencial para a saúde do seu gatinho. Utilize sempre recipientes próprios e mantenha-os sempre limpos. Deve colocá-los fora da área de higiene do gato e fora do local de refeições da família. O bebedouro deve ter peso para que não se vire facilmente. O comedouro deve ser estável porque os gatos gostam de escavar os alimentos para fora do comedouro. Os gatos têm diferentes necessidades alimentares ao longo da vida e há que ter isso em conta quando se escolhe uma ração. Independentemente da que escolher, o importante é não fazer alterações bruscas, ou seja, deve fazer uma mudança gradual durante 5 a 7 dias pois ao fim desse período de tempo o aparelho gastrointestinal já estará habituado à nova comida.
Não alimente o seu gatinho em excesso pois isso contribui bastante para o desenvolvimento de futuros problemas, tais como diabetes e lipidose hepática. Não lhe dê chocolate ou cebola pois são alimentos tóxicos para ele. Procure informar-se sempre com o seu médico veterinário, que melhor que ninguém, poder-lhe-á dar as informações necessárias.
Leite
Regra número 1: não dar leite de consumo humano a gatinhos bebés! É um erro extremamente comum que lhes pode provocar diarreia, principalmente após as 4 semanas de vida, uma vez que os gatos perdem a lactase, enzima que degrada a lactose presente nos lacticínios.
Existem leites próprios para gatos à venda nas lojas especializadas.
Ração húmida
Este tipo de comida é mais palatável para o seu gatinho.
O que não quer dizer que seja a mais adequada. É, pelo
contrário, a grande responsável pela formação e acumulação de tártaro e mau hálito. Tem ainda o inconveniente de se degradar com maior facilidade quando deixada ao ar, devido ao elevado teor de água. Frequentemente é também responsável por diarreias e problemas gastrointestinais.
Ração seca
É suficiente para suprir todas as necessidades alimentares do seu gato. Basta fornecer-lhe pequenas quantidades e não se degrada facilmente. Além disso, o pêlo do gato fica mais brilhante, e as fezes são mais consistentes. Deve ter sempre um recipiente com água disponível, pois a ração seca provoca muita sede.
A castração, tanto em gatas como em gatos, tem efeitos benéficos. É um procedimento simples e indolor e é aconselhado a partir dos seis meses de idade em gatas e entre os seis e oito meses em gatos.
Em gatas castradas logo cedo, a probabilidade de se desenvolverem tumores mamários, ováricos e uterinos diminui bastante, para além de também se evitar uma gravidez indesejada.
Em gatos, a castração diminui a tendência para a marcação de território, se esta for feita antes de o animal apresentar este tipo de comportamento. Se ele já o tiver feito alguma vez, a castração ajuda mas não será tão eficaz. Se tal acontecer, aconselhe-se com o seu veterinário sobre a melhor maneira de tratar este problema. A castração diminui ainda a "tendência" do seu gato se envolver em lutas com outros gatos na rua, reduzindo assim o risco de infecções e de contrair doenças mortais, como FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) e FeLV (Vírus da Leucose Felina).
Gatos castrados têm menor probabilidade de desenvolver problemas a nível da próstata. O animal castrado não é obrigatoriamente um animal com excesso de peso. O aumento de peso pode ser facilmente controlado com rações específicas para este fim, com muitas brincadeiras e exercício.
Os parasitas internos, como o próprio nome indica, vivem no interior do animal.
Habitualmente as formas adultas encontram-se no aparelho gastrointestinal e pulmonar.
Já as formas larvares fazem migrações pelo organismo e podem-se encontrar em diversos órgãos (figado, pulmões, coração, rins e intestino).
Os parasitas microscópicos não são observáveis a olho nu, como as coccídeas e as giardias que habitam no tubo digestivo. Entre os parasitas macroscópicos (observáveis a olho nu) encontram-se nemátodos (lombrigas) e os céstodos (ténias) que vivem no aparelho gastrointestinal, e os nemátodos (filárias) transmitidos por mosquitos, que se alojam nas artérias pulmonares e no coração direito.
As lombrigas e ténias são geralmente observadas nas fezes, quando o animal está muito parasitado ou posteriormente à toma de um desparasitante.
Os parasitas internos podem infectar o seu gato das seguintes formas: através do leite da mãe (via transgalactogénea); através da ingestão de pulgas, ovos de parasitas ou formas larvares que se encontram no meio ambiente, carne ou vísceras de animais infectados (via oral) e através da pele (via transcutânea).
Os parasitas externos são aqueles que vivem na pele, pêlo ou canal auditivo do seu animal de estimação. Não são só os cães que podem ter pulgas, ácaros, carraças e piolhos, os gatos também podem ter!
Pulgas
A Ctenocephalides felis é a "pulga do gato" e o principal parasita externo do gato, sendo este o seu hospedeiro preferencial.
Desde que tenham boas condições de humidade e temperatura, as pulgas desenvolvem-se e proliferam rapidamente, nascendo de ovos depositados sobre a pele do gato. Por cada 10 pulgas adultas que vemos no nosso amigo, há cerca de 90 formas larvares no seu meio ambiente e muitos mais ovos que não conseguimos ver.
As pulgas produzem lesões directas na pele do animal afectado, nomeadamente reacções alérgicas (D.A.P.P = dermatite alérgica por picada de pulga). Para além disso, podem transmitir a ténia Dipylidium caninum, um parasita interno.
Ácaros
São os responsáveis pelo aparecimento das sarnas.O mais comum nos gatos é o Otodectes, que afecta ocanal auditivo.
Carraças e mosquitos
As carraças e os mosquitos infestam essencialmente os gatos que vivem no exterior.
Fungos
Os gatos também podem sofrer de Tinha, uma lesão de pele provocada por um fungo. É muito contagiosa podendo ser transmitida ao Homem. Exige tratamento específico.
Vacinação
O objectivo da vacinação é a prevenção de doenças comuns e potencialmente graves.
A vacinação consiste na inoculação de um agente patogénico (antigénio), morto ou modificado de modo a que não cause doença, para que o animal produza defesas (anticorpos) contra esse agente. Assim, ficará com mais hipóteses de combater a doença se, eventualmente, for infectado. Hoje em dia, usam-se normalmente vacinas polivalentes, que protegem contra mais do que uma doença em simultâneo. As vacinas administradas a cada animal dependem do maior ou menor grau de risco de contágio face a determinada doença, da sua idade, do número e tipo de vacinas que já fez no passado.
A vacinação é fundamental para a saúde do seu gato. A partir das seis semanas pode iniciar o plano de vacinação, que pode variar, mas assenta fundamentalmente na prevenção contra as principais doenças que afectam o gato: Panleucopénia e Coriza (Rinotraqueíte, Calicivirose e Clamidiose) com reforço três a quatro semanas depois e novamente às doze semanas de idade, juntamente com a vacina da Raiva.
Feita a primovacinação, só tem que o vacinar anualmente. A vacina contra a Leucose Felina (FeLV) é facultativa, considerando-se grupos de risco os gatos que têm contacto com gatos de rua.
Desparasitação
A desparasitação é uma medida profiláctica sanitária muito importante, que consiste na eliminação dos parasitas do organismo do hospedeiro. A desparasitação pode ser interna (endoparasitas - parasitas intestinais e pulmonares) ou externa (ectoparasitas - pulgas, carraças, mosquitos, ácaros e piolhos). Os animais devem estar desparasitados antes da primeira vacinação.
Ao desparasitar o seu animal está não só a dar-lhe uma melhor qualidade de vida
aumentando a resistência à doença em geral, mas está também a evitar um grande número de situações clínicas desagradáveis e a actuar em termos de saúde pública.
Alguns dos parasitas intestinais, quer "redondos" (lombrigas) quer "achatados" (ténias), podem afectar os humanos (zoonoses). O contacto directo com animais parasitados, com as zonas onde habitam e fazem as suas necessidades fisiológicas, ou com objectos com os quais os animais brincam, pode originar a contágio das pessoas. O risco é maior para crianças, pessoas com problemas a nível do sistema imunitário e pessoas de idade avançada.
Os seres humanos podem sofrer as consequências destas parasitoses de maneira semelhante aos animais, apresentando desde dores abdominais, problemas digestivos de pouca gravidade, dermatites, a lesões oculares severas. Outras vezes sofrem de diarreias e/ou vómitos, lesões nervosas graves e, no caso de algumas ténias, podemos assistir à formação de quistos hidáticos que podem afectar desde a fígado, até os pulmões ou o cérebro. Para evitar problemas para si e para seu gato, é conveniente que o desparasite regularmente. Se tiver vários animais em casa é fundamental fazer as desparasitações em simultâneo a todos os animais.
Em virtude dos parasitas constituírem um risco para a saúde do seu gato e da sua família, recomenda-se a adopção de um esquema de desparasitação adequado (dependendo do risco parasitológico a que os gatos estão expostos - estilo de vida).
Para tal deve utilizar produtos de largo espectro que eliminem vermes adultos e as suas formas larvares.
Regras gerais de desparasitação interna
Gatos recém-adquiridos: desparasitar imediatamente; repetir passado 2 semanas.
Gatinhos: às 3 semanas e de 15 em 15 dias até aos 3 meses; 1 vez por mês até aos 6 meses de idade.
Adultos: tratar regularmente de 3 em 3 meses.
Gatas lactantes: desparasitar juntamente com a ninhada.
Medicamentos desparasitantes
Há diferentes produtos no mercado para desparasitar os gatos interna e externamente:
- Desparasitantes internos:apresentações em comprimidos/pastas para administração oral e pipetas de aplicação tópica.
- Desparasitantes externos:apresentações em comprimidos para administração oral, sprays e pipetas de aplicação tópica e coleiras.
Aconselhe-se sempre com o seu médico veterinário.
Outros cuidados
Os gatos podem também sofrer de: diabetes (tipo II), lipidose hepática, cálculos urinários (urolitíase) e insuficiência renal crónica (a partir dos 7 anos de idade).
A alimentação e o estilo de vida do seu gato podem influenciar o aparecimento destas doenças. Existem no mercado alimentos específicos para ajudar a controlar este tipo de patologias. Convém fazer a diagnóstico precoce destas doenças, para tal faça check-ups regulares.
Escovagens
Deve habituar o seu gato a ser escovado desde muito cedo. Os gatos de pêlo longo devem ser escovados diariamente, enquanto os gatos de pêlo curto devem ser escovados duas vezes por semana. Independentemente do tamanho do pêlo, deve usar sempre um pente e escova próprios para animais.
Além do aspecto estético, irá diminuir consideravelmente a quantidade de pêlo que ele engole ao lavar-se (lamber-se) e, consequentemente evitará a formação de bolas de pêlo no estômago, um dos problemas frequentes nestes animais. Existem alimentos específicos e produtos em pasta oral que ajudam a eliminar as bolas de pêlo nos gatos.
Banhos
Ao contrário do que se possa pensar, os gatos não necessitam de tomar banho com muita regularidade. São animais extremamente cuidadosos com a sua higiene pessoal, lavando-se quando se lambem. Quando um gato não
tratar da sua higiene, é sinal de que algo não está bem, devendo levá-lo ao seu médico veterinário.
Para dar banho a um gato é fundamental que se sigam alguns passos importantes:
1) Material necessário (escova, banheira, tapete de borracha antiderrapante,
champô adequado e toalha).
2) Feche o W.C. para o gato não fugir.
3) Escove o gato para retirar as pêlos mortos.
4) Molhe o gato com água morna (evite molhar a cabeça).
5) Aplique o champô e massaje suavemente.
6) Enxague abundantemente com água morna.
7) Seque o gato com uma toalha (quente
se possível) .
8) Finalmente escove-o.
Convém que o banho seja uma experiência agradável.
Cuidados com as unhas
Aparar as unhas de duas em duas semanas seria o ideal, mas um arranhador é uma boa alternativa. As unhas devem ser cortadas com uma tesoura específica para gatos. Deverá apenas cortar a ponta branca sem se aproximar da zona vital (rosa) da unha.
Cuidados com os olhos e ouvidos
Os olhos podem ser limpos diariamente se necessário com solução ocular ou toalhetes próprios.
Os ouvidos devem ser examinados e limpos com alguma regularidade, com uma solução de lavagem apropriada, evitando assim o aparecimento de otites. Não se recomenda a utilização de cotonetes.
Cuidados com os dentes
Ter uns dentes saudáveis é muito importante. Existem no mercado escovas e pasta de dentes especialmente formuladas para gatos, mas como por norma não é tarefa fácil, há sempre a possibilidade de optar pelos snacks que também promovem a eliminação do tártaro por acção mecânica.
É muito fácil ensinar as felinos pois são extremamente inteligentes. Apenas tem que ter um pouco de paciência e ter a noção de que a educação de um gato é diferente da de um cão.
A primeira coisa que um gatinho deve aprender é usar a caixa de areia. Para isso temos de dar uma ajuda: colocá-la em local tranquilo longe da comida e da cama, e mudar a areia uma vez por semana mantendo-a sempre limpa. Deve-se colocá-lo lá após as refeições ou quando ele andar a cheirar muito o chão, mostrando-se impaciente ou comportando-se como se tivesse vontade de fazer alguma coisa.
A melhor maneira de criar laços com o seu gatinho é brincar com ele. Adquira logo alguns brinquedos para ele andar entretido e não lhe estragar os móveis e sofás. Tudo serve de brinquedo, desde uma pequena bola de folha de alumínio, aos brinquedos com catnip(erva dos gatos), passando pelos clássicos ratinhos, contanto que não sejam de materiais que lasquem, rasguem ou possam ser engolidos.
Tem de ter sempre presente que um felino não compreende o castigo, ou seja, gritar com ele quando tem algum comportamento indesejado não ajudará em nada, antes pelo contrário, só o vai assustar. Quando isso acontecer diga "não" de maneira firme, mas sem gritar. Quando pelo contrário, o seu animal fizer algo que queira encorajar, elogie-o e demonstre a sua satisfação.
Brincar é a melhor maneira de o seu gatinho fazer exercício. Ao correr atrás de bolas ou brinquedos que se movem, desenvolve-se fisicamente e mantém-se em forma, evitando assim o excesso de peso.
Dê poucos brinquedos de cada vez, mas dê novos brinquedos ao seu gato, pois eles aborrecem-se com muita facilidade.
Não se esqueça, dispense todos os dias um bocadinho do seu tempo. Ele agradece!
Texto gentilmente cedidos por
Centro Veterinário Dra. Sara Gouveia
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